24 agosto 2009

Parasitas

Bem sabe os amigos que neste meu espaço raramente comento sobre política. A última vez, pelo que lembro, foi nas eleições presidenciais. Faço isto, porque tratar somente de política é pedante. Existe sempre o momento apropriado para tratar destes assuntos.
Creio que o momento é agora.
Desculpem-me os homens e mulheres de bem, mas precisamos falar sobre: Parasitas.
Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, em um processo conhecido por parasitismo.
O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afetar as funções vitais, ou até causar a sua morte, como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas. Neste caso extremo, o parasita normalmente morre com o seu hospedeiro, mas em muitos casos, o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes, que podem ter infestado outros hospedeiros, perpetuando assim a espécie.
A reflexão e análise que faço neste momento se faz necessária, pois há cura para eliminar organismos parasitários de um corpo sadio.
Pra quem ainda não sabe, vou revelar algo que já não é mais segredo desde Platão: Os parasitas encontram na Política, o melhor meio-ambiente ou habitat para se alimentar e reproduzir.
Mas no caso da política, eles não buscam matar o hospedeiro. O que buscam é escravizá-lo e ainda, criar outros parasitas para que juntos possam conquistar ainda mais, vantagens.
Recentemente foi necessário que um grupo de agentes biológicos -munidos do mais alto grau de invulnerabilidade e anticorpos suficientes para enfrentar até mesmo os parasitas de maior calibre- reagisse para preservação de um Organismo criado com as mais puras virtudes, e que até determinado momento vinha de “sangue doce”.
Humm! Prato perfeito para parasitas.
Ainda bem que existe cura quando tratado no começo da infestação. Os remédios: Ética, Honestidade e clareza de propósitos.
Esperamos que aqueles que ainda não se convenceram, de que a contaminação se deu paulatinamente, através de argumentos vazios, revestidos de singelas manifestações de apreço e amizade, utilizando-se do expediente; de ressaltar princípios como o da Democracia, da ajuda mútua, do entendimento e da mansidão, que levaram-nos a acreditar que tínhamos alguma coisa, quando na verdade não tínhamos nada; que estes que infelizmente permanecem na ignorância por opção, atentem mais para os fatos do que para as palavras infectas.
Nesta minha trajetória pessoal e profissional, além de tomar como ídolos homens como Santo Agostinho e São Tomaz de Aquino, deixo para reflexão a frase gravada na base de sua estátua em Porto Alegre, de um grande homem chamado Manuel Luís Osório, o Marechal Osório, que conquistou fronteiras pelos Brasileiros, pisando firme em solo inimigo, antes mesmo de qualquer soldado, pois se não era homem culto e das letras, era homem de ação e de luta, e que fez com que outros o seguissem pelo exemplo:
"É fácil a missão de comandar homens livres, basta mostrar-lhes o caminho do dever” (Marechal Manuel luís Osório, 1808-1879).
Um abraço a todos.

07 junho 2009

Porto Seguro

Se de alguma maneira existam razões que justifiquem o que chamamos de Destino, duas delas talvez sejam: A oportunidade e a outra, a escolha. Na linha do tempo de nossas vidas, momentos de felicidade e de outros tantos que preferimos esquecer, acabamos percebendo que os caminhos são traçados ou traçados são os caminhos. Nós humanos, nos aproximamos por empatias, por compromissos de prosperidade e progresso, por interesses morais, de aprimoramento dos sentimentos ou simplesmente por afinidade. Tenho hoje certeza absoluta de que, o acaso passa a ser apenas um instrumento de necessária perturbação naquele que nasce e habita este plano.
Tal qual os peixes no oceano, tão grande e vasta é a chance de tornar-se presa do acaso por escolhas as vezes necessárias. Encontrar no interior dos recifes um lugar seguro para permanecer até que se tenha a envergadura necessária para tornar-se mais forte e confiante, é fundamental e tem um valor inestimável.
Analogamente, são as pessoas que perpassam nossos caminhos que acabam definindo um pouco de como estamos, mas também de como seremos.
Há exatos sete meses, conheci alguns seres humanos de habilidades incríveis. Chamo habilidades, porque tão hábil há de ser aqueles que concentram tantas virtudes em si mesmos, que podem doá-las sem restrições aos outros.
Nesse contato, somente aqueles que me conheceram, poderiam dizer, que este, agora; não sou eu. Encontrei confiança, exemplos e principalmente fé.
Os raios de sol que atravessam o Casarão não seriam necessários, pois o calor gerado de dentro pra fora já é suficiente para todos, inclusive aqueles que ainda não chegaram. A luz do sol, passa a ser uma benção, satisfação de alegria para aquele que um dia nos ensinou a amar ao próximo, é certeza de que atravessei um caminho traçado e que permite agora, traçar meu caminho.
Se somente agradecimentos refletissem o alcance de tamanha oportunidade que me foi concedida, ainda assim, seria muito pouco. Fica aqui a minha dívida, e a esperança de um dia ter o privilégio de conceder uma oportunidade, para que estes meus amigos possam fazer também suas escolhas.
Um abraço para Clair, Luis e todos os amigos da Casa Azul.

18 maio 2009

De volta ao acaso

Faz muito tempo. Foi numa tarde de Outubro, que meu último Post foi ao ar. Claro, depois publiquei “coisas”. Mas esta minha consciência atemporal, ou como alguém certa vez rotulou, de Alter Ego, vez que outra se manifesta. Pois é. Meu espaço de burlescos, sandices e confissões mascaradas. É notório que na arte da afetação, poucos se atrevem a perpetrar, contudo, a morbidez sarcástica de um interlocutor obscuro, deixa os demais seres vivos em alerta constante. Já cansei de que tomem o não dito, pelo dito. É óbvio, que a inteligência e a intelectualidade são peculiares a alguns. Diferentemente de outros que as possuem em diferente grau e aborrecem-se com estas.
Mas só chatear-se não basta. É preciso estar infeliz, fazer infelizes, aterrorizar idéias menores. Quão rude e cruel alguém pode ser? Em que escala pode ser mensurável a tirania e a vilanice de quem a possui por natureza, por destreza? Podemos julgar? Pode julgar?
Não. Só um vilão é capaz de entender outro vilão. Compraz-se na tormenta, aquele que a alimenta. Só aquele que caminhou conhece o caminho, embora não consiga mudá-lo. O melhor é retirar-se. Afastar-se daqueles que lhes são caros, e no amargo retiro, transpassar as meninges e penetrar o cérebro com pensamentos menos nobres, quase ridículos.
Certa vez o poeta disse que a Alma não é ela mesma se não tem com o que comparar-se. Medíocre. Sempre fui arredio a comparações, as metáforas são a pior face delas. Cruel, mas não foram poucos os empíricos medíocres que atravessaram meu caminho. Isso aborrece. Tempo perdido. Minutos preciosos de inteligência preenchidos com momentos ininteligíveis, laço de vida que não tenho mais. Na linha do tempo que passa, cometo os mesmos erros do passado, sabendo das conseqüências que por derradeiro virão. Não há mérito nisso. Não há dignidade nisso. Vazio pleno, de expectativa sinistra, de resultado fatídico.
Mais do que palavras, a parábola da Macieira faz sentido. O fruto elevado, de fato, reserva maior valor, mas sempre irá ao chão independentemente daquele que o alcança. Sabedor, desejo a antítese.
Se existe distância, inexiste esperança. Pode ser que alguns pensem assim. Mas se inexiste esperança, então o que busca? A meta é o alvo? Ou o Alvo é a meta?
Dá pra ouvir a chuva densa lá fora. Caminhar por algumas horas é um dever, e com sorte; talvez o acaso faça justiça. Lembro que antes era assim, e era bom. Mesmo que o antes tenha se perdido no tempo e das minhas memórias, a inocência da infância sempre falta. É uma boa coisa pra se sonhar. Vou pensar nisso. Modelo infinito, de extrema ausência, busca eterna de vã essência, perscrutar, ouvir e falar, não há muito mesmo o que comentar, mas quem disse que eu queria dizer? Bem na verdade, acabei de dizer.
De certezas, algumas: Números, letras e um pouco de sol. Dúvidas: Todo o resto.
Ninguém entendeu?
Eu já esperava.
Um abraço à todos e vamos ver se consigo escrever ao menos uma vez por semana.. Da próxima, se houver, prometo não assustar ninguém.

26 novembro 2008

Doce revista

Para os amigos que quiserem conferir a versão impressa, da edição do mês de Outubro da Doce Revista, uma publicação mensal da Editora Definição, dirigida ao Setor doceiro e às suas redes de atacadistas, distribuidores, varejistas e supermercadistas, há comentários deste Consultor nas páginas 16 e 17, referente ao Gerenciamento por Categoria, em especial, o aplicado atualmente nas Lojas Carrefour por seu Diretor de Produtos de Grande Consumo Sr. Karim Nabi.
Clique neste link para acessá-la na íntegra ou opcionalmente fazer o download: http://www.definicao.com.br/revistas/flipo/index_.htm?r=doce

Meu agradecimento e um abraço ao Editor Fábio Fujii.

Um abraço a todos.

20 novembro 2008

Beneficência

Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.
Dei esta manhã o meu giro habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: Oh! Meu amigos, que de misérias, que de lágrimas, quando tendes de fazer para secá-las todas! Em vão, Procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! Há corações bons que velam por vós, não sereis abandonadas; paciência! Deus lá está; sois dele amadas, sois suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e volviam para o meu lado os olhos arregalados de espanto; eu lhes lia no semblante que seus corpos, tiranos do espírito, tinham fome e que, se é certo que minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes reconfortavam os estômagos. Repetia-lhes: Coragem! Coragem! Então, uma pobre mãe, ainda muito moça, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, insuficiente alimentação.
Alhures vi, meus amigos, pobres velhos sem trabalho e, em conseqüência, sem abrigo, presas de todos os sofrimentos da penúria e, envergonhados de sua miséria, sem ousarem, eles que nunca mendigaram, implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração túmido de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda a parte, estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Por isso é que aqui venho, meus amigos e vos digo: Há por aí desgraçados, em cujas choupanas falta o pão, os fogões se acham sem lume e os leitos sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer; deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder, nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem.
Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide e colhei, apanhai todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência. No lugar dos ramos que lhes tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a beneficência é inexaurível. Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou – a Caridade.
Cárita, martirizada em Roma. (Lião, 1861.)

17 outubro 2008

Alguém tem um jornal aí ?

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Porque nunca é demais lembrar do básico.

Como sei que há um surto de banalizações descabidas do que se atribui a alcunha de Planejamento Estratégico, vale sempre a pena lembrar estes intrépidos e incautos amadores do que é básico ou melhor dizendo, essencial.
Abaixo reproduzo os Slides do Msc. Neôdo Dias, que apresenta o mínimo necessário para um que Plano tenha a honra de chamar-se Planejamento Estratégico.


Um abraço a todos.

14 outubro 2008

Pode deixar. Eu mesmo religo.

... OFF
As previsões deste Blogger nestes últimos dez meses, não tem sido lá essas coisas. Errar é humano. E errar algumas vezes, o mesmo erro, bem... O título de néscio chega a ser um dever.
Mas e o porquê ? Ora, o de sempre. Freud explica: “No princípio era a ação”. Então, a falta desta será... O fim? E se vão agir, vamos agir com princípios Srs., é o mínimo. Liderar pelo exemplo, concordam?

E vamos concordar que esse negócio já está cansando. Empreendedorismo com discurso progressista, de objetivos qualitativos e intangíveis, mas com atitudes hedonistas já não tem mais espaço. Estão querendo enganar quem? Eu? Escolhe outro.

Mas o próprio Freud disse: “Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos”. E não é que é verdade.

E não há pessimismo ou fatalismo neste meu discurso. São apenas constatações de um cenário verídico cruel, contudo burlesco. E têm os amigos o dever de discordar, enviem-me e-mails. Sem problema. O espaço aqui é de opinião, bem sabem.

Mas pra não dizer que não falei de flores, aqui vai: ‘Tempos melhores ‘advirão’ ”. E essa não é do Freud. E me desculpem este artigo insano.

Um abraço a todos.
... ON

16 setembro 2008

Gestão em tempos de crise


Acredito que ao longo destes anos, adquiri algumas habilidades, mas principalmente, desenvolvi um sistema imunológico que me permitiu, não só permear o meio, mas transformá-lo totalmente ou em parte e ainda assim sair com algumas poucas seqüelas.
Gestão em Tempos de Crise não é pra qualquer um. E me refiro aos mais diversos tipos de crise. Estas requerem habilidades e compromissos especiais. Oh, sim. Como por exemplo...: Desentupir esgotos, lavar o chão, fazer o almoço, cuidar do cachorro, ensinar a todos como fazer bem feito, na primeira vez, todas às vezes e ainda... Sorrir.
É... Ninguém disse que é fácil, mas é preciso mudar. Mudar tudo. Inclusive a si próprio, comportamento este também chamado de quebra de paradigmas. Mas que bom que isso é uma coisa que dá pra aprender ou até mesmo re-aprender, é a tal de Melhoria Contínua ou Ciclo de Aprendizado.
Empresários que percebem essa realidade assumem o controle, nem que pra isso tenham que voltar no tempo e fazer tudo de novo, sim... Literalmente renascer das cinzas. Existe muita dignidade nisso, com certeza.
As Empresas em Crise, geralmente possuem problemas muito comuns, independente de sua natureza, produto ou segmento; e os fatores que as levam a este quadro geralmente são fruto da falta de continuidade de sustentação de algumas práticas que tornaram essas mesmas empresas, um dia, vencedoras.

Mas pra depois não dizerem por aí que só falei, mas não ensinei coisa alguma... Aqui vão algumas dicas pra que possamos descobrir quem são estas ilustres notáveis, que um dia sairão do fundo do poço e do lamaçal generalizado, e alcançarão as estratosféricas camadas superiores dos lucros absurdamente exorbitantes e da satisfação e felicidade plenas do dever cumprido.
Características Comuns em uma crise, ou ainda, “diga-me o que deixas de fazer bem feito e eu te direi quem és”:
1. As coisas acontecem “de repente”
2. É preciso tomar decisões urgentes
3. O tempo é curto
4. Ameaças específicas são identificadas, mas não tratadas
5. Todo mundo quer informações urgentes sobre o que está acontecendo
6. Há uma sensação geral de perda de controle
7. A pressão cresce a cada segundo
8. Trabalhos de rotina se tornam extremamente difíceis
9. São feitos pedidos descabidos para tentar descobrir quem são os “reclamadores”
10. Faltas, atrasos, desperdícios, demissões e principalmente discursos vazios
11. A reputação da empresa se abala, os problemas começam a sair da porta pra fora
12. As comunicações ficam incrivelmente difíceis de ser gerenciadas (tanto as internas quanto as externas)

Identificando crises potenciais, ou ainda, “ama o próximo como a ti mesmo e encontrarás o caminho da salvação”:
Sua empresa está aberta aos alertas e colocações de funcionários?
Essas pessoas são recompensadas, ignoradas ou punidas quando expressam sua opinião?
Faça um Brainstorming:
Causas externas: mudança radical de uma tecnologia; crise econômica no país; juros, empréstimos mal sucedidos.
Causas internas: queda acentuada das vendas; empresa não observou as tendências do mercado e “perdeu o bonde” do crescimento; acionistas e executivos tem idéias diferentes sobre a melhor forma de gerir a empresa; Associados perderam a crença na empresa e na “causa”; ausência de comando, generalização da insatisfação interna.

O que não fazer em momentos de crise, ou ainda, “em terra de cego quem tem um olho é rei”:
“Foi um episódio isolado. Não vai acontecer novamente”.
Não ignore sinais de alerta. Resolva problemas potencialmente graves da primeira vez, antes de se tornarem crises.
“Não quero incomodar meus chefes”.
Comunique a crise imediatamente a escalões mais altos. Tempo é chave.
“Legalmente estamos cobertos”.
Ter razão em crises não significa vencer. A questão é de imagem, não apenas de leis.
“Foi um problema menor. Não há motivo para pânico”.
Não se iluda. Uma pequena rachadura num dique pode significar catástrofe.
“Vamos mudar não mudando”
Soluções urgentes requerem medidas urgentes. Comportamentos ausentes e a falta de modelos de liderança que exerçam influência positiva sobre as equipes, não provocam o estabelecimento de planos objetivos e conseqüentemente mudanças.
Pois é, acho que é isso. Deixar o orgulho de lado, cercar-se daqueles que lhe são leais até mesmo nos momentos mais difíceis e principalmente trabalhar duro, é fundamental para sair dessa.

Um abraço a todos.

10 abril 2008

32ª FIMEC 2008 – Feira internacional de couros, químicos, componentes e acessórios, equipamentos e máquinas para calçados e curtumes.

Não restam dúvidas de que a Fenac não comporta mais eventos como a Fimec. A circulação de pessoas, veículos, estacionamento, refrigeração do ambiente interno e infra-estrutura para receber adequadamente expositores, ultrapassou o limite do razoável.
Mas a Fimec seguramente supera estas dificuldades e demonstra sua força através da qualidade de seus expositores, do volume de negócios e da presença significativa de indústrias chinesas, italianas e alemãs.
Por falar em chineses, mais uma vez eles roubaram a cena e mostraram que não estão para brincadeira. Muito bem instalados e em maior número no pavilhão 10, trouxeram principalmente máquinas, componentes e químicos com preços e condições radicalmente competitivos, pelas razões que todos já conhecemos.
Entretanto, as grandes estrelas da Feira certamente foram as indústrias de máquinas e equipamentos, que ao contrário das dificuldades enfrentadas pelos calçadistas do Vale dos Sapateiros, atingem através da alta tecnologia e do know-how principalmente gaúchos, competir fortemente com as concorrentes internacionais e em especial os chineses que inclusive trouxeram rebaixadeiras, divisoras entre outras máquinas de alta performance, contudo, ainda engatinhado frente aos brasileiros. Ainda bem... por enquanto.
Agora, resta-nos aguardar a Courovisão 2008 de 30 de Setembro a 02 de Outubro, também na Fenac.
Um abraço a todos.

09 abril 2008

Outsourcing.

Clique na imagem para ampliar.

Frontispício

Bem que eu avisei: - 2008 será um grande ano!
Nada de paranormal, apenas uma sensação do que estaria por vir. E nada como estar no lugar certo, no momento certo.
Quando estamos cercados de pessoas com objetivos comuns e determinadas, juntas caminhando na mesma direção, bem intencionadas e competentes, desarmadas para a maioria das constantes e lastimáveis contendas corporativas que nos fazem perder tempo e energia em coisas que jamais frutificarão em algo relevante ou positivo, podemos assim nos certificar, como eu, que o início de uma trajetória de grande valor pessoal e profissional está por vir.
Digo isto neste momento, pois sabem bem os amigos, de que às vezes, e digo somente às vezes, costumo não dividir ou divulgar meus planos futuros, contudo, com um cenário tão animador e seguro, sinto-me a vontade para dizer que 2008 realmente será um grande ano, mas não tão somente por ser 2008, mas pelo frontispício atual que ele representa na vida deste humilde blogger.
Meus próximos posts manterão a mesma linha da qual tenho seguido nos últimos anos, embora tenha que admitir, que estes serão mais raros, e talvez mais dirigidos, quem sabe para o segmento de... Logística.
Um abraço a todos e fiquem bem.

01 março 2008

Síndrome de Burns, você precisa aprender a lidar com isso.

"Já bati de frente e não tive bons resultados", diz Ana C. Rossi, do Submarino, Conviver com um chefe que não ouve, não ensina e nunca diz para onde caminha o negócio é uma situação recorrente no mercado de trabalho. Quem nunca se sentiu diminuído, injustiçado ou simplesmente ignorado pelo seu superior, pelo menos uma vez, que levante a mão.Essas poderiam até ser situações do passado diante de um mundo corporativo redesenhado pela tecnologia, onde os profissionais têm mais liberdade e se orgulham em dizer que dirigem a própria carreira. Mas não são.Pesquisa realizada pela rede de network "To the Top" , com exclusividade para o Valor , mostra que o relacionamento com os chefes continua difícil, apesar das recentes mudanças no mundo do trabalho.

Mais da metade dos 254 participantes afirmaram já ter pensado em mudar de emprego por problemas com a chefia. E a maior crítica em relação aos superiores é sobre o feedback.
Quem trabalha quer saber se o que está fazendo faz sentido na empresa, quer incentivo, motivação.

O levantamento reuniu o depoimento de profissionais de diversos setores, 61% com idades entre 25 e 34 anos, 33% gerentes, 31% analistas, 13% coordenadores ou supervisores, 11% consultores e 6% diretores e presidentes. Todos atuam em grandes empresas nacionais e multinacionais como a Philips, Embratel, Citibank, Merrill Lynch, Bayer, AGF Seguros, Visanet, Ford, Claro, Unilever, entre outras.Dos participantes, 39% se reportam ao diretor, presidente ou sócio da companhia e 28% ao gerente de departamento. Apesar de 26% dos pesquisados terem afirmado ter o melhor relacionamento possível com o chefe, 61% disseram que já pensaram em mudar de emprego por causa da chefia e 10% afirmaram ter tido problemas sérios com o chefe imediato.William Salomão Junior, 37 anos, gerente de negócios da Ticket Serviços, é um que diz estar hoje plenamente satisfeito com o relacionamento que mantém com seu superior. Mas, ele vive essa calmaria há apenas alguns meses. Antes, passou por maus momentos com um outro chefe."Eu tinha vontade de mudar de emprego, mas sabia que ele acabaria se dando mal porque não se encaixava mais no perfil de profissional que a empresa queria", lembra. Junior percebia sinais de que aquela situação não se sustentaria por muito tempo e, apenas por isso, aguentou firme. "Ele acabou indo embora naturalmente", diz.
Hoje Junior diz que seu chefe divide responsabilidades, pergunta a opinião da equipe, enfim, ajuda muito na motivação. "Os chefes mais admirados são os que também são percebidos como bons desenvolvedores de pessoas, motivadores e desafiadores", diz João Marcos Branco, coordenador da pesquisa e do "To the Top", grupo de discussão formado em 2001 e que hoje reúne 2000 profissionais de 850 empresas. "Existe também uma alta relação entre a motivação, o reconhecimento de bons desempenhos e a preparação para substituir o chefe no futuro".A questão da sucessão da chefia aparece na pesquisa como sendo um problema maior para a as mulheres. Apesar das respostas indicarem que elas têm um relacionamento suavemente melhor com seus chefes do que os homens -35% acreditam que seu potencial é bem explorado e 48% dizem que nunca pensaram em mudar de emprego por causa do chefe- a maioria sente que não está sendo preparada para substituir seus superiores.Ana Cristina Rossi, 27 anos, assistente comercial do Submarino, acredita que essa preparação para a sucessão é ainda mais complicada quando a chefe é mulher. "A disputa é mais acirrada, entra a vaidade e questões como: será que se ela subir eu subo também?", diz.Formada em administração com ênfase em comércio exterior, ela está há quase seis anos no mercado. Nesse tempo, ela diz ter aprendido que é preciso conhecer traços da personalidade do chefe para desenvolver um bom relacionamento.

Estar atento a hora certa para falar, não interromper um momento de análise de seu superior, segundo Ana, são dicas que podem ajudar na construção de uma boa relação. "Já bati de frente e não tive bons resultados, agora já sei como lidar. Uso artimanhas para não ser mal interpretada", diz. "Sei que o profissional e o pessoal andam lado a lado".Vários estudos já mostraram que as relações pessoais imperam no mercado de trabalho brasileiro. Isso acaba atrapalhando o feedback, uma das maiores críticas dos entrevistados aos seus superiores. "O chefe tem pudor em fazer críticas para não criar um clima pessoal", diz Patrícia Pimenta Fernandes, 37 anos, supervisora de planejamento da McCann Eriksson. "O feedback às vezes tem que ser arrancado".Outro problema apontado por Patrícia, que incomoda boa parte dos subordinados, é a centralização das decisões e informações. "O chefe inseguro em relação ao grupo centraliza e acaba assoberbado, perdido no operacional e sem tempo para ter uma visão mais macro do negócio", acredita.

"Existe uma grande diferença entre você orientar e fazer o trabalho". Para ela, o equilíbrio é a melhor solução para os dois lados. Sem esta percepção, o profissional júnior acaba sem aprender, não cresce e o sênior dedica menos espaço do seu dia-a-dia ao gerenciamento de atividades que realmente interessam.O que os profissionais esperam do chefe além de dividir mais responsabilidades é que ele saiba explorar ao máximo as suas habilidades. Pelo menos 67% dos entrevistados acham que poderiam ser mais motivados e desafiados pelos chefes. Simone Mota Garcia, 43 anos, gerente do departamento jurídico, da Nestlé Waters, acredita que essa falta de incentivo pode levar a uma queda na auto-motivação do funcionário. Ela acredita que cabe ao próprio empregado então buscar o ânimo necessário para produzir mais e se preparar para o mercado.Simone sempre buscou oportunidades sozinha. Formou-se em direito, fez pós-graduação na área tributária, MBA em direito empresarial e outros cursos de especialização. Hoje ela serve de exemplo as estagiárias que se reportam a ela. "Eu sempre aconselho elas a não pararem de estudar", diz. Quando trabalhou na IBM, Simone teve como mentora a chefe do departamento fiscal da companhia. "Um bom chefe pode ajudar a mudar a carreira de alguém para melhor", diz.No geral, os chefes mais admirados, segundo a pesquisa, são os que ocupam cargos de diretores ou presidentes. "Eles são vistos como melhores 'desenvolvedores' de pessoas, dão mais feedback", diz João Marcos Branco, coordenador da pesquisa.A única ressalva é que eles não sentem que estão sendo preparados para substituí-los. Já os gerentes de grupos de departamentos têm as piores avaliações dos subordinados. "São os que cobram de maneira mais constrangedora e que mais fazem os empregados quererem mudar de emprego", diz Branco. Eles não são vistos como bons exemplos e aparecem como os que menos reconhecem e valorizam seus subordinados.
Por outro lado, os gerentes de departamento são "amados" ou "odiados", na mesma proporção. Eles são vistos como sendo mais centralizadores, os que mais "escondem" o trabalho dos funcionários e os que menos se preocupam com feedback.Ao mesmo tempo, quem gosta deles, acredita que eles sabem explorar melhor o potencial de seus empregados do que os gerentes de grupo de departamento. E, apesar de todas as críticas, 37% de todos os entrevistados acreditam que seus chefes são um exemplo a ser seguido contra apenas 6% que os consideram péssimos.

Um abraço a todos.

02 fevereiro 2008

Tiradores de pedidos. Eles um dia dominaram este mundo.

Aqui, uma pequena contribuição para o esclarecimento daqueles que ainda pensam como em décadas passadas.
Esta seleção de slides é simples e ao mesmo tempo um indicativo de que o mercado não precisa mais de parasitas corporativos. Se você é um vendedor, aprenda. Se for um executivo, idem.
Um abraço a todos.