Faz muito tempo. Foi numa tarde de Outubro, que meu último Post foi ao ar. Claro, depois publiquei “coisas”. Mas esta minha consciência atemporal, ou como alguém certa vez rotulou, de Alter Ego, vez que outra se manifesta. Pois é. Meu espaço de burlescos, sandices e confissões mascaradas. É notório que na arte da afetação, poucos se atrevem a perpetrar, contudo, a morbidez sarcástica de um interlocutor obscuro, deixa os demais seres vivos em alerta constante. Já cansei de que tomem o não dito, pelo dito. É óbvio, que a inteligência e a intelectualidade são peculiares a alguns. Diferentemente de outros que as possuem em diferente grau e aborrecem-se com estas.Mas só chatear-se não basta. É preciso estar infeliz, fazer infelizes, aterrorizar idéias menores. Quão rude e cruel alguém pode ser? Em que escala pode ser mensurável a tirania e a vilanice de quem a possui por natureza, por destreza? Podemos julgar? Pode julgar?
Não. Só um vilão é capaz de entender outro vilão. Compraz-se na tormenta, aquele que a alimenta. Só aquele que caminhou conhece o caminho, embora não consiga mudá-lo. O melhor é retirar-se. Afastar-se daqueles que lhes são caros, e no amargo retiro, transpassar as meninges e penetrar o cérebro com pensamentos menos nobres, quase ridículos.
Certa vez o poeta disse que a Alma não é ela mesma se não tem com o que comparar-se. Medíocre. Sempre fui arredio a comparações, as metáforas são a pior face delas. Cruel, mas não foram poucos os empíricos medíocres que atravessaram meu caminho. Isso aborrece. Tempo perdido. Minutos preciosos de inteligência preenchidos com momentos ininteligíveis, laço de vida que não tenho mais. Na linha do tempo que passa, cometo os mesmos erros do passado, sabendo das conseqüências que por derradeiro virão. Não há mérito nisso. Não há dignidade nisso. Vazio pleno, de expectativa sinistra, de resultado fatídico.
Mais do que palavras, a parábola da Macieira faz sentido. O fruto elevado, de fato, reserva maior valor, mas sempre irá ao chão independentemente daquele que o alcança. Sabedor, desejo a antítese.
Se existe distância, inexiste esperança. Pode ser que alguns pensem assim. Mas se inexiste esperança, então o que busca? A meta é o alvo? Ou o Alvo é a meta?

Dá pra ouvir a chuva densa lá fora. Caminhar por algumas horas é um dever, e com sorte; talvez o acaso faça justiça. Lembro que antes era assim, e era bom. Mesmo que o antes tenha se perdido no tempo e das minhas memórias, a inocência da infância sempre falta. É uma boa coisa pra se sonhar. Vou pensar nisso. Modelo infinito, de extrema ausência, busca eterna de vã essência, perscrutar, ouvir e falar, não há muito mesmo o que comentar, mas quem disse que eu queria dizer? Bem na verdade, acabei de dizer.
De certezas, algumas: Números, letras e um pouco de sol. Dúvidas: Todo o resto.
Ninguém entendeu?
Eu já esperava.
Um abraço à todos e vamos ver se consigo escrever ao menos uma vez por semana.. Da próxima, se houver, prometo não assustar ninguém.







Características Comuns em uma crise, ou ainda, “diga-me o que deixas de fazer bem feito e eu te direi quem és”:
Pois é, acho que é isso. Deixar o orgulho de lado, cercar-se daqueles que lhe são leais até mesmo nos momentos mais difíceis e principalmente trabalhar duro, é fundamental para sair dessa.




















No mercado chileno, assim como em outros países mais desenvolvidos, existe uma gradativa migração das vendas das lojas mais tradicionais, as pequenas lojas de alimentação, para os hipermercados, supercenters e supermercados.A estimativa é que no período de 1994 a 2003 a participação dos super e hipers na distribuição dos chamados produtos de consumo massivos tenha crescido de 49% para 60%, enquanto no mesmo período houve queda na participação das lojas tradicionais de 33% para 20%.A participação dos diversos formatos no segmento de alimentação se divide entre os 65% dos supermercados tradicionais, 32% de hipermercados (um número sob qualquer critério bastante alto) e 3% das lojas de conveniência, com tendência de alta desse último, dentro da mesma perspectiva do mercado brasileiro, onde a pressão do tempo tem criado mais oportunidades para esse segmento.Os principais operadores do segmento são os grupos D&S, com suas bandeiras Líder, Líder Vecino, Líder Express, Ekono e Carrefour, herdeiro que foi na saída da rede francesa, com uma participação consolidada de mercado de 35%.O grupo Cencosud é a segunda maior participação na área de alimentos, com estimados 22% e um total de 543 lojas, operando 35 hipermercados Jumbo (29% da receita total do grupo), 118 supermercados Santa Isabel e 239 supermercados Disco e Vea, que representam 30% do faturamento do grupo. Na área de não-alimentos, opera ainda 50 home centers Easy, representando 9% do faturamento do grupo; 24 lojas de departamentos Paris, com participação de 22% na receita consolidada; 20 shopping centers e sete Aventura Centers, que, juntos representam 2% da receita total; além de mais 50 agencias do Banco Paris. O segmento de Cartões de Crédito e Seguros, comercializados nas lojas e agencias bancárias, representa 8% da receita total.No segmento de alimentação, as demais redes detêm participação significativamente menor, sendo que as duas maiores somam 57% e o mais próximo depois, San Francisco, tem 3,2%, seguido por Unimarc (3,1%), Rendic (3,1%) e Montecarlo e Montserrat, ambos com 2,7%.Um elemento marcante no varejo chileno é a grande participação de produtos importados na oferta do varejo.Com uma indústria pouco representativa e o equilíbrio da balança comercial vindo das exportações massivas, principalmente de cobre, frutas e vinho, no varejo desenvolveu-se a competência na gestão de compras e abastecimento no mercado internacional, em especial na China. E destaca-se o volume de produtos ofertados nas lojas, em especial de não-alimentos, com origem no mercado chinês, o que significa preços altamente competitivos com o mercado norte-americano, provavelmente o mais competitivo mercado varejista mundial, e significativamente mais baixos quando comparados aos preços praticados no mercado brasileiro.Outro ponto que se destaca é a participação dos cartões de crédito do varejo.O primeiro cartão de crédito chileno foi lançado por uma varejista, Almacenes Paris, e hoje a maior participação dos cartões ainda é das marcas de lojas.A penetração dos cartões de varejo de lojas varia de 89% nas classes mais baixas a 97% na classe média, com 92% na classe alta. Enquanto isso, os cartões de bancos têm uma penetração de 14% nas classes mais baixas, 59% na classe média e 90% na classe alta, confirmando a inegável vocação dos bancos para trabalhar predominantemente com os segmentos de mais renda.A perspectiva de operações no Brasil é sem dúvida considerada por alguns grupos (em especial Falabella e Ripley), mas a todos marca a fracassada experiência da rede de farmácias Ahumada, na qual a Falabella tem 20% de participação no capital. A empresa operou durante alguns anos no Paraná e em Santa Catarina e finalmente vendeu suas operações para os administradores locais, realizando o prejuízo da fracassada tentativa.Sem dúvida, os varejistas brasileiros têm muito para aprender com o atual estágio do varejo chileno mas, se quiserem se expandir pelo mercado sul-americano, os chilenos também terão muito para aprender com o varejo brasileiro.