20 outubro 2007

Crescer

Passados oito meses desde minha saída da LT Distribuidora, acredito que seja uma quarentena mais do que suficiente para dissertar sobre ela, mesmo que brevemente. Cheguei a escrever algo a época (Post “Tergirversar de 18.05.2007), contudo, preservando o momento, bem como, a especulação dos curiosos.

Assisti, o Diretor da LT Distribuidora, Sr. Valdir Delazari, em entrevista ao Programa “Destaque Gaúcho” da Rede Bandeirantes TV, apresentado pelo Jornalista Davenir Breier, e ao lado de seu Consultor e também Jornalista Léo Meira.

Surpreendo-me, pois o mesmo, a exemplo de outros grandes empresários é avesso a publicidade ou exposição pública banal, o que se justifica por sua conduta nos negócios e também pelo fato de acreditar ser mais importante fazer a diferença do que apenas falar sobre ela. Neste sentido sou testemunha de que sua principal virtude é a prática, a busca dos objetivos, e o alcance constante das metas estabelecidas, fruto de um conhecimento brilhante que só o empirismo pode atribuir.

Pelo breve período do qual tive o prazer de trabalhar com este e outros profissionais, realizei um trabalho intenso com objetivos claros e determinados, sem desviar-me dos meus princípios, dedicando meu tempo e lealdade e principalmente, alinhado-me a filosofia e princípios da LT Distribuidora. Creio que meu trabalho foi fundamental para clarificar um momento único e importante de sua história, embora a LT tenha muito ainda o que aprender.

As marcas Letícia, Dubone e Vai-bem, são o alicerce de tantas outras realizações que estão por vir.
Faz-se necessária como em qualquer outra organização empresarial um alinhamento de estratégias, qualificação, certificações e compromissos, que seja estruturante, com foco para concretizar negócios até então perdidos. Tenho a certeza de que o caminho traçado é notoriamente próspero e gratificante, desde que financeiramente planejado e tangível, pois o crescimento gera riscos fatais no longo prazo, dependendo da condução dos negócios empresariais do momento.

Não é segredo aos meus amigos, meu pesar por deixar uma história que poderia ser fascinante, no principio do caminho, mas infelizmente foi necessário.

Espero que a LT Distribuidora mantenha sua trajetória, alinhada ao modelo europeu de comércio atacadista e que promova as mudanças necessárias que são fundamentais para a perpetuidade do negócio, como a austeridade financeira e o cumprimento dos compromissos firmados com seus funcionários, representantes, transportadores e parceiros, voltada principalmente para seu maior objetivo em 2012, que é o de reconhecimento como maior distribuidor atacadista do Sul do País. Que estes que ficam então, sejam os principais protagonistas desta realização.
Boa Sorte a LT.
Um abraço a todos.

19 outubro 2007

Rinha de galos ou ainda: Eu sei onde isso vai dar!

As empresas Perdigão e Eleva Alimentos --antiga Avipal-- informaram nesta quinta-feira, através de comunicado, que estudam a possibilidade de realizar a fusão de suas operações.
"As administrações da Perdigão e da Eleva Alimentos vêm a público informar (...) que se encontra em estudo eventual fusão das operações da Eleva e da Perdigão. Serão informados ao mercado e aos seus respectivos acionistas a estrutura societária e a operacional a ser implementada pelas partes, bem como os demais termos e condições da operação, tão logo tenham sido definidos", diz a nota.
A empresa que nasceria desta fusão passaria a ser a maior empresa de capital aberto do setor de alimentos no País --o valor de mercado de Perdigão e Eleva juntos é de R$ 8,804 bilhões--, deixando a Sadia (com valor de mercado de R$ 7,859 bilhões) para trás.
A Perdigão é atualmente a segunda maior empresa do setor de carnes de frango e suína do Brasil --atrás da Sadia--, além de atuar em lácteos (através da Batavo).
Já a Eleva tem uma importante fatia do mercado de carnes de frango e suína --especialmente na disputa pelo mercado externo--, além de também trabalhar no setor de lácteos --a marca mais famosa gerenciada pela empresa é a do leite Elegê.
No pregão desta quinta-feira da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), as ações ON (ordinárias) da Perdigão recuaram 2,89%. Já as ações ON da Eleva subiram 2,13%.

16 outubro 2007

Homeóstase

homeóstase

[De homeo- + -stase.] Substantivo feminino.
1.Fisiol. Med. Tendência à estabilidade do meio interno do organismo.
2.Cibern. Propriedade auto-reguladora de um sistema ou organismo que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis essenciais ou de seu meio ambiente.
Disserto hoje, sobre tema do qual fui vítima, mas como tudo em minha vida serviu-me de um aprendizado valoroso.
As organizações empresariais têm na mudança seja branda ou radical seu maior desafio, tanto quanto seja o grau em que estas necessitam acontecer ou os objetivos e metas propostos.
Homeóstase é uma palavra elegante para designar as forças que mantêm o sistema em seu atual nível de funcionamento, preservando, assim, os padrões estabelecidos.
Os membros do grupo de uma empresa podem até considerar o nível atual caótico e instável, mas existe uma identidade nessa instabilidade. O grupo geralmente fracassa quando tenta atingir outro nível mais estável. A homeóstase é como um termostato perfeito, regulado em uma temperatura específica que resiste ás mudanças e que apresenta baixa tolerância a qualquer variação na temperatura.
Boa ou ruim, a homeóstase é um componente natural da autopreservação de qualquer sistema. As organizações, os sistemas ecológicos e até mesmo as amebas unicelulares baseiam-se na homeóstase para sobreviver de maneira saudável.
Trata-se de um recurso que preserva estabilidade interna de modo que o sistema possa continuar funcionando no nível atual e sem regressões, o que pode ser muito eficiente. Entretanto, a homeóstase também pode levar o sistema a resistir às mudanças que talvez aperfeiçoem seu funcionamento. Um sistema pode ser lento demais para adaptar-se a uma mudança necessária a sua sobrevivência.
As pessoas que pertencem a um grupo podem resistir as mudanças mesmo quando têm uma sincera vontade de mudar e sabem, racionalmente, que tal atitude seria benéfica a elas.
Esse impulso “para trás” ou de “não mudar” já derrotou vários líderes de sistemas. O Líder deve prestar atenção nessa resistência natural e inocente para ajudar seus comandados a modificar, de maneira significativa, o modo como o sistema faz as coisas. De outra forma, as melhores intenções do líder seriam inúteis. Compreender a força da homeóstase tem um valor incalculável, que ajuda o líder a encarar a situação de maneira menos pessoal, evitando o raciocínio do tipo: “Veja o que estão fazendo comigo”. A principio, é fácil sentir-se desanimado em relação aos sistemas e pensar: “É mais forte que todos nós!” Porém, há uma frase que diz: “A unidade e o foco para a mudança são o sistema, e o agente da mudança é o indivíduo”. Quando finalmente consegue-se identificar os padrões predominantes nos sistemas e optar entre manter ou modificar a atitude diante deles, descobre-se uma renovada liberdade de ação para atuar no interior desses sistemas e buscar níveis superiores de eficiência.

Um abraço a todos.






Sutil gentileza

Estou certo que em determinados momentos ser gentil é importante e para algumas pessoas, me parece, útil.
Utilidade esta por conveniência. Ao ser gentil, acaba-se por não revelar o que se realmente pensa e principalmente sente.
Claro que os bons modos sociais e o fino trato de palavras adequadamente preparadas para um discurso lógico e racional, são convenientes aqueles que parecem ter sempre alguma coisa a mais para dizer mas, não dizem; embora eu não compreenda tanto receio, até mesmo por esperar que as gentilezas cessem, dando lugar a oportunidade, podendo assim determinar também um caminho diferente daquele que convencionalmente se planejou.
gentileza
(ê) [De gentil + -eza.] Substantivo feminino.
1.Qualidade ou caráter de gentil.
2.Ação nobre, distinta ou amável.
3.Donaire, garbo, elegância.
4.Amabilidade, delicadeza.

07 outubro 2007

Amor # Respeito

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Certezas incertas


Questão essencial

Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas são essenciais e importam decisões sobre nossa religião ou nosso papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir hoje para ir trabalhar.
O que vale para as pessoas também vale para as empresas, ou seja, uma empresa sobrevive ou não, tem êxito ou fracassa, de acordo com as decisões e escolhas que fez ou faz, de suas estratégias e foco, seus sistemas de crenças e valores, seu estilo gerencial, seus processos, suas estruturas, as pessoas que seleciona, o sistema de treinamento e desenvolvimento que adota. Ou, de acordo com Peter Drucker, "o produto final do trabalho de um gerente são decisões e ações".
Assim sendo, três aspectos devem ser considerados:
A todo momento, queiramos ou não, conscientes ou inconscientes, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha;
Se queremos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes das escolhas que fizemos e estamos fazendo, pois é esta consciência que nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos e, conseqüentemente, continuar com o que estamos fazendo ou então mudar. É conveniente ter presente que algumas escolhas deram certo em determinados contextos, mas que se adotadas em outros podem ser profundamente negativas. Um pequeno exemplo: alguém que quando criança, para obter o carinho e a atenção dos pais, chorava, fazia manha ou gritava. Depois, quando adulto, para ter as suas necessidades de aceitação e reconhecimento atendidas, adota comportamentos de essência semelhante que, sem a menor sombra de dúvida serão totalmente inadequados, gerando respostas justamente opostas às desejadas;
Podemos, através do desenvolvimento pessoal, aumentar a nossa esfera de escolhas. Aprender, no fundo, importa ter mais opções, isto é, ampliar possibilidades. A questão básica é o que aprender para que possamos ter êxito neste mundo de crescente insegurança, complexidade, ambigüidade e imprevisibilidade. E isto também é uma escolha.
De qualquer forma, é sempre conveniente ter presente 6 escolhas que estamos fazendo a todo o momento.
1- Vida ou morte
O general franquista Millan d’Astray, nas suas palavras na Universidade de Salamanca, na frente do filósofo Miguel de Unamuno, proferiu sua célebre frase: "Abaixo a inteligência. Viva a morte!". E esta é a grande questão. Estamos escolhendo a vida ou a morte do planeta em que habitamos? Todas aquelas pessoas ou empresas que contribuem com poluição ambiental e destruição dos ecossistemas, chuvas ácidas, aumento da temperatura na Terra e a conseqüente elevação dos níveis das marés, destruição da camada de ozônio, desmatamentos indiscriminados e a existência de pessoas vivendo em condições subumanas, em função da ganância, da busca do lucro Kamikaze ou da falta de consciência social, estão engrossando o coro de Millan d’Astray e à sua própria maneira estão repetindo com o general franquista: "Viva a morte!"
Na realidade, esta é a grande questão ética, segundo a qual todas as outras devem se ordenar. É saber qual a resposta a uma pergunta de Albert Einstein: "Será que estamos fazendo deste planeta um lugar melhor para se morar?" Ou estamos ao lado dos que não têm nenhuma preocupação com isto, pois, como dizem, a longo prazo estaremos todos mortos.
2 - Os significados
A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos. É a história dos 3 operários que estavam numa mesma obra e foram indagados sobre o que estavam fazendo. Um deles disse que estava assentando pedras. O outro, que estava construindo uma escada. O terceiro, que estava colaborando para a construção de uma catedral. Nós podemos escolher os significados que damos a tudo o que fazemos e isto pode representar uma grande diferença.
3 - Passado ou futuro orientado
As pessoas passado orientadas ficam querendo mudar o que fizeram, como se pudessem entrar na máquina do tempo. Tendem a se lamentar ou arranjar culpados e estão mais voltadas para ameaças. As pessoas futuro orientadas buscam resultados, aceitam as situações existentes como um ponto de partida, não confundindo aceitação com conformismo, e procuram identificar e agir de acordo com as oportunidades. De qualquer forma é conveniente citar Franklin Delano Roosevelt: "O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas deveriam ter sido feitas."
4 - Sistema aberto ou fechado
Os seres humanos são e deveriam agir como sistemas abertos, ou seja, em interação com o seu meio. Cada vez que as pessoas se fecham através do dogmatismo, da arrogância ou da negação, estão agindo como sistemas fechados. Prendem-se ao familiar e ao conhecido e, freqüentemente, ficam encasteladas em torres de marfim. As pessoas que agem como sistema aberto estão em relacionamento, têm consciência do fluxo contínuo de mudanças e sabem que a melhor forma de prever o futuro é criá-lo.
5 - Crenças e valores
Uma das coisas que têm forte influência sobre nossos comportamentos é o nosso sistema de crenças e valores. Neste sentido há quem diga que: "Quer você acredite que pode, quer acredite que não pode, você está certo." Todos nós temos um conjunto de crenças e valores que fomos adquirindo ao longo da vida e que são determinantes do nosso comportamento. Algumas podem ser extremamente úteis, como acreditar que tudo o que nos acontece pode ser uma oportunidade. Outras podem ser negativas, como a de se acreditar vítima das circunstâncias, na base do "isto só acontece comigo". Em geral as pessoas não analisam os impactos de suas crenças sobre suas vidas e não sabem que podem e como mudá-las.
6 - Intervir e mudar ou ser passivo
A consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou retificá-las. E esta é uma grande escolha final. É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base em Jean P. Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim." Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para a frente.


"A vida é a arte das escolhas,
dos sonhos, dos desafios e da ação"


Um abraço a todos.

Toparca tolaz


03 outubro 2007

O derradeiro frontispício

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O empirismo nosso de cada dia

O LOBO E O CORDEIRO

Na água limpa de um regato, matava a sede um cordeiro, quando, saindo do mato, veio um lobo carniceiro.
Tinha a barriga vazia, não comera o dia inteiro.
- Como tu ousas sujar a água que estou bebendo?- rosnou o Lobo a antegozar o almoço.
- Fica sabendo que caro vais me pagar!
- Senhor - falou o Cordeiro - encareço à Vossa Excelência, que me desculpeis mas acho que vos enganais: bebendo, quase dez braças abaixo de vós, nesta correnteza, não posso sujar-vos a água.
- Não importa. Guardo mágoa de ti, que ano passado, me destrataste, fingido!
- Mas eu nem tinha nascido.
- Pois então foi teu irmão.
- Não tenho irmão, Excelência.
- Chega de argumentação. Estou perdendo a paciência!
- Não vos zangueis!
- Senão foi teu irmão, foi o teu pai ou senão teu avô. Disse o Lobo carniceiro.
E ao Cordeiro devorou.

Moral: Jamais discuta com um insensato.

01 outubro 2007

Origem da expressão: Cérebro de passarinho


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Impossible Mission

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Alguns óbvios geniais

“O incrementalismo é o pior inimigo da inovação”. Nicholas Negroponte

“Estou certo de que há histórias de sucesso por aí, mas neste momento não lembro de nenhuma”. Mark Sirower

“O problema nunca é como ter pensamentos novos e inovadores na cabeça, mas como tirar os velhos”. Dee Hock

“Nesta empresa, você será demitido por não cometer erros”. Steve Ross – Presidente do conselho da Time Warner Enterprises

“Se você tem duas pessoas que pensam o mesmo, demita uma delas. Para que você precisa de uma cópia?”. Jerry Krause

“No fim das contas, o que cria confiança é o evidente respeito que o líder demonstra por seus seguidores”. Jim O´Toole

“Se você não é capaz de dizer em que contribui para que sua empresa seja um lugar melhor, você está fora”. Cynthia Kellams

“Qualidade é conformidade com os requisitos, não virtude”. Phil Crosby

“Aquilo que você sabe muda, quem você é não”. Peter Carbonera
“A melhor maneira de avaliar pessoas é observa-las trabalhando”. Peter Carbonera
“Você não pode contratar pessoas que não se candidatam”. Peter Carbonera

Vida no Campus II

Vista do Centro de Esportes da Unisinos
29.09.2007 - Sábado- 15:30- 25ºC

30 setembro 2007

Destinos

Paulo Sant'ana

A saga dos geminianos
Sou geminiano. E nós, geminianos, somos seres muito especiais.Orgulhamo-nos de que são ou foram geminianos Chico Buarque de Holanda, Garcia Lorca, Fernando Pessoa - o mais geminiano de todos os geminianos, usou uma dúzia de heterônimos - , Marilyn Monroe, Paul McCartney, Jean-Paul Sartre, John Kennedy, Machado de Assis, Che Guevara, Bob Dylan, Miles Davis.Um time de respeito.
***Uma característica básica dos geminianos é que nascemos para sermos reféns.As pessoas nos amam, mas agem conosco como se nos odiassem. Da mesma forma, nós começamos amando e logo em seguida ficamos definitivamente aprisionados a tudo e todos que odiamos.Os geminianos se deixam escravizar com extrema facilidade. Porque nós disputamos com os ingênuos a supremacia da bondade e com isso nos tornamos presas fáceis logo após a aproximação.
***Os geminianos não gostam de ficar em casa à noite, mas logo em seguida aparece alguém em suas vidas, escalado para obrigá-los a não sair para a rua.Os geminianos detestam qualquer compromisso e por isso nutrem medo pânico por formar família. Esse receio parece que os atrai terminantemente para o meio familiar, nunca mais se livrando dos tentáculos da afetividade, restando pregados para sempre às cruzes do sentimentalismo.
***Forçoso é reconhecer que os geminianos são dados a trair, faz parte da sua herança genética a pluralidade amorosa. Seus corações têm catedrais imensas, onde abrigam todos que se magnetizam com sua larga capacidade afetiva.Por outro lado, o inverso, os geminianos possuem uma invulnerabilidade para a traição. Ninguém tem coragem de ser infiel a eles, tão imensa é a sua capacidade de conquistar para sempre a quem por eles é tocado.Mas essa fidelidade tributa o geminiano com pesados impostos de submissão, tão terríveis que talvez tivesse sido melhor para ele ter sido atingido pela traição, desde que isso significasse o que mais almeja o geminiano, a liberdade, benesse obviamente inatingível para ele.
***São assim os geminianos, suas atribulações são devidas a que eles não sabem ser competentes para traduzir em gestos, ações e palavras o quanto se atiram a abnegados esforços de amor e amizade, o que inspira fatalmente os outros à desconfiança.Não é permitido aos geminianos serem felizes. Haverá sempre dedos acusadores a apontar para eles, o que lhes causa um desespero aterrador em face da consciência clara de que na maioria das vezes estão sendo injustiçados.Na verdade, a missão dos geminianos na Terra não é serem felizes, é fazer os outros felizes, embora estes assim nunca se considerem.


ZH - 30 de setembro de 2007

28 setembro 2007

Escolhas

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Vida no campus

Vista da biblioteca 4B da Unisinos
28.09.2007 - Sexta-feira - 13:00 - 24ºC

Uma vida no divã


Paternalismo? Não. Paquidernalismo, sim!

Duas palavras intrínsecas no Líder que alcança seus resultados: Atitude e Respeito.
Nossos filhos crescem olhando a nossas costas, nas empresas não é diferente. Uma equipe ou empresa cresce perfilada a seu líder, reflexo uno, com objetivos uno.

Os elefantes não caçam nem matam e, no entanto, sobrevivem há mais de 165 milhões de anos! Os elefantes são gigantes, mas pisam com cuidado. Fazem desvios ao seu caminho para não atropelar os outros e o lider da manada não desvia de seus objetivos mesmo que algum de seus integrantes lhe falte.
Em tempos de escassez de recursos, para vencer as dificuldades, os elefantes formam equipes para antecipar-se às mudanças.
Eleger o modelo de liderança do elefante é adotar o estilo das organizações do novo milênio, contudo, sem perder a digníssima orientação acadêmica de cada macaco no seu galho.
Apresento-lhes a Filosofia Paquiderme:
* Os objetivos podem ser atingidos com ética e em comunidade.
* Desenvolver uma cultura de equipe ajuda a atingir objetivos comuns.
* A comunicação e a partilha de informação são fatores críticos e garantem a coesão dos indivíduos e das equipes, particularmente em tempos difíceis.
* Valorizar os relacionamentos. Baseando-os numa liderança forte e preocupada com os outros é atuar no interesse das pessoas, das equipes, e da organização.
* Planejar antecipadamente o caminho a seguir e ponderar as estratégias que melhor sirvam a organização e as pessoas é assegurar a sobrevivência.
* Equacionar o fracasso e celebrar o sucesso, permite o desenvolvimento de uma visão de futuro, clara, definida e construída sobre o compromisso de todos.
Simples.
Um abraço a todos

26 setembro 2007

Quando os gigantes aprendem a dançar

Foi tudo muito rápido. O executivo bem-sucedido sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou, deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonzo, atravessou-o e deu de cara com uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, o executivo bem-sucedido abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para meu escritório porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazido para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.- No céu???- É.
- Tipo o quê, por exemplo? Tipo assim, céu? "O" céu, aquele? Com querubins voando e coisas do gênero? Que é isso amigo, você está com gozação?
- Aquele mesmo. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), o executivo bem-sucedido custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis Técnicas Avançadas de Negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ele iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotado para assumir a posição de vice-presidente na empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com São Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? (...)
- Pois não?



O executivo bem-sucedido quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas o executivo havia feito um curso intensivo de "Approach para Situações Inesperadas" e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou um executivo bem-sucedido e...
- Executivo... Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo "executivo"?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que o executivo bem-sucedido teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, o executivo poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial na organização.

- Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PhD em Reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
- Hã?
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...
- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock options, com uma campanha motivacional impactante, tipo "O céu é seu".
- Fantástico!
- É claro que, antes de mais nada, precisaríamos de uma hierarquização e de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver. Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias hi-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado esotérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.
- Incrível!
- É obvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedrão. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turn-around radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que você terá muito futuro em nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno.
- Hum?
- Deus lhe dê Paz, Saúde, Alegria e Amor!

E... vupt!

20 setembro 2007

Do sepulcro

Como dizem:

Se no derradeiro momento da morte, lembramo-nos de uma vida inteira passando diante dos olhos, talvez agora olhando a minha volta, reviva momentos que antes tenham passado despercebidos. Os ruídos não são mais os mesmos, a ausência é presente, e o silêncio ensurdecedor. Dos pensamentos que povoam minha mente, os que mais me subtraem, são a perda e a covardia. Confesso que não consigo nem mesmo explicá-los, o que resta são apenas estes pensamentos, e só.
E se tempos antes eu percebesse a sutil arte do ardil, em conceber planos que jamais seriam os seus, ou mesmo de outrem. E se na luta contra aqueles que acreditava ser meus inimigos, os tivesse acolhido e orientado, talvez, e digo apenas, talvez; houvesse uma chance.
Chances que já as tive, mas outros ainda não vislumbraram. Choro por eles e elas. Diferente dos felinos tenho 37 vidas, e sei o que passei em cada uma delas, dos detalhes que fizeram-me sobreviver e de outros tantos que arrancaram algo de mim. Do sepulcro, vejo a ressurreição logo adiante, mas me consumo pelos que deixo pra trás.

E de pedaço em pedaço continuo, na esperança de reparar em parte, aquilo que como coadjuvante permiti acontecer, sepultado vivo, cá estou, por mérito.
Contemplando o horizonte, mesmo sem o chão sobre meus pés, me senti mais confiante do que nunca, diante do oeste, mesmo sem um norte por vir, mas crente na fé e nas palavras dos que estão ao meu lado.
“Me he esmerado en no ridiculizar ni lamentar ni detestar las acciones humanas, sino en entenderlas.” Baruch de Spinoza

13 setembro 2007

Quando realmente acreditar ?

Da série: Divagações inúteis, pensamentos vazios e considerações sem sentido algum; intitulo este Post como: Quando realmente acreditar ?
Quando de fato podemos acreditar? Acreditar na idéia, acreditar na proposta, acreditar em alguém? Dissecar a acreditação, não é o objetivo deste comentário, mas destacar aqueles que de boa fé, desatam-se em uma energia vital dispensada com a finalidade de alcançarem o sucesso ou objetivo desejado.
No campo profissional, fatos como estes brotam as dezenas em um único dia de trabalho. Aquele que dissemina suas idéias procura sempre refúgio naqueles que dela possam se alimentar, ou ainda, as eleva a um grau de grandeza e notoriedade que por fim acabam por dar notoriedade a fatos do cotidiano com se estes fossem imprescindíveis para o todo.
“A persuasão é o eufemismo da enganação”. Roberto Feijó – 2007.
Mas se persuadir é uma forma elegante de enganar, por que alguns ainda tendem a acreditar?
Talvez sejamos eternamente esperançosos, a qualquer tempo, tornando-nos presas fáceis do acaso e de oportunistas, entre outros.
A frustração do sujeito ludibriado é por si mesma, óbvia e cruel.
sarcasmo
do Lat. sarcasmu
s. m.,
zombaria insultante; escárnio; ironia amarga, mordaz.

Para finalizar um último questionamento: Será o sarcasmo deste autor um meio de fuga?
Espero que novamente alguém me convença do contrário, embora, aquele que deseja ser convencido, convencido está.

Um abraço aos amigos.
foto: Tom Jobim, em um momento de sabedoria, que convecido, passei a acreditar.

12 junho 2007

O Comércio Atacadista no RS – Parte III

Os cinco serviços prestados pelos atacadistas aos seus Clientes (Varejistas).
Função de disponibilidade de produtos
É a pronta entrega dos produtos requeridos, graças a sua proximidade e capacidade distributiva, tarefa que dificilmente os fabricantes conseguiriam desempenhar.
Função de conveniência no suprimento
O atacadista pode entregar os produtos desejados pelos varejistas, mesmo que em pequenas quantidades, simplificando seus pedidos de compras, que em vez de serem feitos para centenas de empresas, podem ser destinados a apenas um atacadista, reduzindo custos de transação.
Função de fracionamento
Frequentemente, os varejistas não necessitam de grandes quantidades, o que tornaria o processo de vendas pelo fabricante extremamente mais complexo, O atacadista desempenha esta função ao comprar, em grandes quantidades, da indústria de alimentos e bebidas, fracionando os produtos em seus depósitos para entregas aos varejistas, nas quantidades desejadas.
Função de crédito e financeira
Os atacadistas podem oferecer crédito e prazo para pagamento, facilitando o capital de giro do varejista, e também, reduzindo a necessidade de carregamento de estoques, graças a sua logística de suprimentos.
Função de suporte técnico
Auxilia varejistas com relação a como vender produtos, usar produtos técnicos, entre outras ações. Como os atacadistas têm grande interesse na eficiência dos varejistas, para conseguir maiores vendas, são também conhecedores de técnicas modernas de varejo, bem como, promovem assistência no planejamento do “layout” de lojas, construções e outras especificações, assistência em relações públicas, métodos de manutenção e contabilidade, sistemas de informações, procedimentos administrativos e outros.

Em lojas localizadas em áreas de grande aglomeração, os atacadistas podem suprir demandas via reposições rápidas (manutenção de estoques é cara, devido ao preço do espaço, tais como em lojas de conveniência e farmácias, podendo fornecer entregas em 24 horas, no formato que querem receber para reposição, com pedidos eletrônicos, entre outros). Além disso, os atacadistas possuem, normalmente, diversidade de produtos nos catálogos, depósitos grandes e interligados, menores custos unitários, descontos por quantidades compradas, múltiplas marcas (têm muitos fornecedores), interesse (em ter as marcas) e também possuem marcas próprias, sendo mais uma oferta para o varejista.

Um abraço a todos.

11 junho 2007

O Comércio Atacadista no RS – Parte II

Os seis serviços fundamentais prestados pelos atacadistas aos seus fornecedores.
Cobertura de mercado
São muitos os varejistas geograficamente espalhados, e a indústria deve ter seus produtos disponíveis a eles. Os atacadistas, por estarem mais próximos aos consumidores (varejistas), têm condições de contribuir para identificar as necessidades destes em seus territórios. Podem prover, aos fabricantes, uma força de vendas sintonizada e, pelo volume de pontos de venda que cobrem em determinado território, menores custos que os de uma equipe da indústria para atingir o mesmo território.
Contato de vendas
Os custos para os fabricantes terem equipe interna de vendas para percorrer mercados dispersos, são muito elevados; usando atacadistas distribuidores podem reduzi-los, pois sua equipe se concentraria nas vendas para poucos atacadistas distribuidores, ao invés de vender para inúmeros pontos de venda. Os atacadistas, por sua vez, diluem os custos de vendas mediante ofertas de diversas empresas.
Estocagem
Usualmente, estocam produtos dos fabricantes que representam, facilitando o planejamento da produção e disponibilizando os produtos em pontos geográficos estratégicos. Têm estoques disponíveis em diversos locais e livram os fabricantes dos pequenos pedidos. Por serem especializados, podem ter entendimento dos custos de manutenção e manejo dos estoques melhor que o dos fabricantes.
Processamento de pedidos
Muitos clientes compram em pequenos pedidos, e os atacadistas, podendo atender a diversos varejistas de um lado e fabricantes de outro, podem diluir esses custos do processamento de pedidos.
Informação de mercado
Estão próximos aos varejistas geograficamente e têm contatos freqüentes através do suprimento contínuo de produtos. Podem aprender sobre as necessidades dos consumidores, e repassar tal informação aos fabricantes para adequação de planejamento de produtos, preços e desenvolvimento de estratégias competitivas de marketing.
Suporte aos consumidores
Os varejistas necessitam de inúmeros serviços além da compra de produtos. Estes necessitam ser trocados ou retornar (“recalls”) para ajustes, reparos e assistência técnica. Para que os fabricantes ofereçam este serviço, incorrem em altos custos, e o atacado pode exercer tais funções.

No próximo Post, destacarei quais os 5 principais serviços prestados pelos atacadistas aos seus Clientes.

Um abraço a todos.

05 junho 2007

O Comércio Atacadista no RS – Parte I

É possível eliminar os intermediários (entre eles o atacado) do canal de distribuição, ou do sistema agroalimentar, mas é impossível eliminar suas funções. A questão principal para os fabricantes é se estes conseguem desempenhar as funções dos intermediários (atacado) de maneira mais eficiente, integrando-se verticalmente em vendas, depósitos e outras estruturas de distribuição.

Atacadistas podem ou não participar em todos os fluxos de marketing, seja de propriedade, posse física, promoção, financiamento, compartilhamento de riscos, negociação, pedidos ou pagamentos. Suas principais funções são melhorar a coordenação entre a produção e o consumo, suprindo lacunas e tentando reduzir irregularidades de oferta e demanda, e prover o diferencial dos serviços esperados pelos consumidores e os oferecidos pelos fabricantes, diretamente.
O atacado permite, a seus consumidores, comprar diversos produtos em menores quantidades, com menor número de operações. É um setor em que o grau de especialização tem aumentado constantemente, em resposta às demandas mais específicas de serviços por parte de seus consumidores (o varejo) e fornecedores (a indústria).
No próximo Post exemplificarei 6 serviços fundamentais prestados pelos atacadistas aos seus fornecedores.




Um abraço a todos.